A Psicologia Analítica exige um estudo interminável de diversas áreas de conhecimento, como Psicologia, Alquimia, Mitologia, Religiões, entre outras. Mas sua abordagem, apesar de contar com algumas técnicas específicas, se abre para a singularidade de cada indivíduo que entra no consultório. Abaixo deixo algumas colocações de Jung a respeito desta abordagem.
"Muitas vezes me perguntaram qual era o meu método psicoterapêutico ou
analítico; não posso oferecer uma resposta unívoca. Cada caso exige uma
terapia diferente. (...) A psicoterapia e as análises são tão diversas
quanto os indivíduos"
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."
Daniel Nunes - Psicoterapia em Campinas
danielprnunes@yahoo.com.br / (19) 99396-8356 / site - www.danielprnunes.com
segunda-feira, 13 de abril de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
O Pânico e a Psicoterapia
Uma crise de pânico é um evento extremamente desagradável
que praticamente impossibilita a pessoa, no momento da crise, de conseguir
tomar alguma atitude para aliviar seus sintomas. Além disso, a pessoa passa a
temer que outra crise venha e isso, aos poucos, vai fazendo com que o indivíduo
tenha cada vez menos liberdade. Algumas vezes sua vida passa a ser a angústia
que vem da expectativa de um novo ataque de pânico. Com certeza nenhuma pessoa
quer passar por isso!
Em minha prática psicoterapêutica eu pude observar que, no
geral, existe um fator etiológico emocional por traz das crises. Segredos
guardados, culpas antigas, muita pressão no ambiente de trabalho
(principalmente os que trabalham por metas), entre outros. Esses fatores,
quando vividos ao longo de um certo tempo, passam a ter uma força considerável
sobre nosso estado cotidiano. Mesmo que não estejamos em uma crise, não podemos
realmente sentir paz e alegria de forma serena.
O que a psicoterapia tem a nos oferecer? Como é o olhar do
terapeuta diante desta condição psicológica?
Cada indivíduo é um caso único. Não há como se prever a
profundidade do conflito emocional. Há casos em que o conflito não é tão
profundo e uma simples tomada de consciência e mudança de atitude podem
resolver. Para o leitor entender melhor, imagine uma pessoa que tem o hábito de
sempre guardar segredos. Por algum motivo esta pessoa sente que não pode
confiar nas outras e passa a viver uma vida secreta. Entretanto, há muitas
coisas que se pode contar, mesmo que isso traga (ou não) algum conflito. Mas
falta a coragem. Quando a pessoa se dá conta e procura encontrar coragem para
dizer certas coisas, boa parte da pressão que sentia se vai, da mesma forma que
o ar sai de uma panela quando se remove o pino da tampa.
Com este exemplo eu procurei dar ao leitor uma breve idéia
de que muitas vezes pode ser simples se tratar alguém com crises de pânico. Mas
é claro que nem sempre é assim. Entretanto a psicoterapia sempre irá procurar
auxiliar o cliente a se tornar consciente das forças que estão gerando as
crises. Geralmente esta consciência já traz alguma melhora, mas não se pode
esquecer que muitas vezes é necessário também construir uma nova atitude que
não mais alimente o conflito que estava causando as crises.
A culpa é um dos fatores mais complicados, pois muitas vezes
está ligada à situações importantes e que dificilmente podem ser resolvidas de
forma racional. Para essas situações eu sinto que a Psicologia Junguiana, ao
abordar a vida de forma simbólica, possui uma grande ferramenta para que essas
pessoas possam ampliar sua compreensão em relação a atitudes indesejadas do
passado.
Eu realmente acredito que muitas pessoas que sofrem de
crises de pânico não precisariam tomar medicação, mas não posso afirmar que é
assim em todos os casos. De qualquer forma, penso que elas devem procurar um
meio de serem livres em suas emoções e afetos para poderem gozar de uma vida
mais serena e prazerosa.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Os Sonhos e a Terapia
Este é um trecho de um documentário chamado Questão do Coração (Matter of Heart), onde diversas pessoas que conviveram com este homem excepcional dão depoimentos que nos permitem sentir a profundidade do pensamento de um dos personagens mais importantes da história contemporânea.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Terapia para problemas de Relacionamento
A maioria das pessoas sentem que não é uma tarefa simples se sentir
feliz com um
companheiro a longo prazo. Relacionamentos geralmente começam com um
sentimento
alegre e leve, onde outro é um bálsamo em nossa vida e nos traz muitos
sentimentos positivos. Com o passar do tempo, passamos a ver no outro
algumas características que não pareciam
estar lá. Qualidades que pareciam tão pequenas se agigantam e quase
cobrem a
forma como percebemos aquele que nos acompanha.
O que isso significa?...Para ler este texto na íntegra, vá para a página do artigo no link abaixo:
http://danielprnunes.com.br/artigo/21#sthash.IP2cfrGH.dpbs
domingo, 27 de julho de 2014
A Depressão em Psicologia Junguiana
Quando alguém se encontra em um quadro depressivo, seja ele passageiro ou mais duradouro, este geralmente se vê sem forças para enfrentar as situações cotidianas. Por mais óbvia que seja a necessidade de se tomar um banho, não há qualquer motivação. Mesmo que se saiba que faltas consecutivas no trabalho podem provocar a perda do emprego, não há a mínima disposição para ir trabalhar. E assim muitas outras necessidades primárias são deixadas de lado por um vazio interior, qual um buraco negro que nos suga toda energia. Quem nunca experimentou um estado depressivo não pode julgar alguém que não tem forças para levantar da cama.
E aqui eu já quero apresentar um primeiro conceito da psicoterapia junguiana. Jung diz que a energia psíquica é uma só; o que muda é sua configuração. A nossa energia vital varia de acordo com nosso sono, alimentação, etc. Entretanto, a energia psíquica não sofre variação de quantidade, mas de qualidade. Essa compreensão é muito importante, pois isso significa que a energia está com a pessoa. Mas nesta configuração que chamamos de depressão, ela não está disponível.
Mas como assim?!? Se ela não está disponível, onde ela está?!?
Vou dar um exemplo antes de explicar.
Uma pessoa costuma dormir todos os dias às 10 horas. O sono a essa hora é grande e ela já não tem a mesma disposição de quando acordou. O telefone toca e ela recebe uma notícia de que passou no vestibular, mas que irá precisar ir naquele momento a outra cidade para realizar a matrícula no dia seguinte pela manhã. Como esta pessoa sonhava muito com essa vaga, neste momento a sua “configuração” muda e ela assume uma postura de muita alegria e disposição para viajar. Talvez nem consiga dormir a noite devido à excitação da conquista.
Bom.. o que nos mostra esse simples exemplo? Ele mostra que a alegria da notícia mobilizou uma energia da qual a pessoa não estava consciente. Essa energia estava lá, mas não presente na consciência, caso contrário a pessoas não sentiria sono.
A psicologia junguiana considera que temos uma parte consciente e uma parte inconsciente. Assim, na consciência nós nunca teremos toda nossa energia psíquica, caso contrário não haveria inconsciente. A depressão é um estado no qual grande parte da energia que deveria estar na consciência fica presa no inconsciente. Há muitos motivos que podem provocar este aprisionamento de energia. Uma grande perda, frustrações constantes, um ideal não realizado, entre outras. Quando se trata de algo crônico, geralmente falamos de uma condição fisiológica mais delicada de se transformar. Mas em qualquer dos casos, é fundamental que a terapia permita que a pessoa reconheça o sentimento que está drenando suas forças para o incosnciente. O psicoterapeuta não pode fazer isso pela pessoa. Mas ele pode usar a terapia para ser um espelho em sua frente e encorajá-la a olhar em seus olhos. Há que se ter coragem para ver nos próprios olhos o medo da vida... mas mais do que isso.. por trás do medo, a profunda vontade de viver encoberta por uma compreensão deformada da realidade. Encoberta por um sentimento do qual dificilmente a pessoa quer se desfazer, pois isso implica muitas responsabilidades perante a própria vida, e ela sente justamente que não quer viver.
Vencer uma depressão é um grande grito de amor por si.
sábado, 19 de junho de 2010
Um olhar astrológico sobre as terapias naturais
Este texto foi publicado na edição de fevereiro de 2010 do Jornalzen
“Professor, se nós dizemos que as pessoas devem descobrir por si mesmas as suas dificuldades e potenciais, como podemos usar a astrologia em terapia?” - Esta pergunta surgiu numa tarde de domingo, durante um curso de Astrologia. O seu tom não continha nenhum desafio ou provocação. Tratava-se da angústia de uma alma desejosa de usar um conhecimento milenar como a Astrologia, juntamente com a profissão de Naturólogo, no tratamento terapêutico de pessoas.
Tal pergunta deveria ser feita a centenas de astrólogos - e suas respostas possivelmente seriam bastante diferentes. Possivelmente muitos iriam falar a respeito da Astrologia Médica dentro de suas diversas vertentes. Esta astrologia, também milenar e digna de respeito, busca uma abordagem prática, com diversas técnicas de desdobramento de mapas astrológicos (natal, progressões, trânsitos, etc.). Outros astrólogos poderiam afirmar que uma abordagem terapêutica não precisa necessariamente deixar tudo para a pessoa descobrir, mas que certas informações, em certos momentos, podem ser muito importantes - e eles, na minha opinião, não estariam errados - caso contrário, seria uma contradição as leituras astrológicas.
Mas a pergunta estava lá. Eu era o Astrólogo e o Naturólogo. E o meu coração se esquentou ao perceber que eu poderia responder a essa pergunta sem lançar mão da história ou livros, mas sim de minha vivência pessoal em contextos terapêuticos.
Qualquer terapeuta, de alguma forma, precisa de uma cosmovisão para poder situar o atendido e escolher formas de tratamento. Temos cosmovisões em Antroposofia, Medicina Chinesa, Ayurveda, Cabala, Gestalt, Psicologias Junguiana, Humanística, entre outras. E a Astrologia não somente é uma das cosmovisões mais antigas do planeta, mas também está presente, de alguma forma, na maioria das citadas acima. Assim, uma das formas de se fazer terapia é - como foi dito - situar o indivíduo e seu conflito e ter ferramentas para permitir que este indivíduo amadureça. O mapa astrológico, juntamente com a história pessoal, pode situar o indivíduo em muitas combinações de signos e planetas. Isto significa trazer um contexto de vida para um plano simbólico, um plano metafísico que encontra ressonância em muitos elementos que nos cercam. E esta é uma das grandes verdades astrológicas: o mundo é o palco dos nossos deuses interiores.
Cada óleo essencial, planta ou floral - e também a Cromoterapia - trabalham características emocionais específicas. Cada parte do corpo corresponde a um signo e pode ser tratada com Massoterapia, Geoterapia ou Hidroterapia. A Arteterapia e as técnicas de visualização criativa podem ser propostas simbolicamente. É claro que esta é uma forma muito breve de exemplificar o uso das terapias, mas o que é importante de se compreender é que a Astrologia pode ser um grande alicerce para o uso destas, pois ela oferece grandes insights de técnicas e, consequentemente, grandes estímulos para o amadurecimento de uma alma em sofrimento.
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